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Qt/KDE openTalk on UFBA, Brazil.
EN:
Next friday there will be a open talk about kde development shedule, kde technologies and qt on the Federal University of Bahia ( UFBA ) with me ( Tomaz Canabrava , undergraduated bachelor in computer science student) and Sandro Andrade ( soon-to-be-PHD ). It’s good to see the number of open-conferences growing in Brazil. ( the pt_br text is not a translation of this one, since they need more information if they want to go ;D )
PT_BR:
Próxima sexta feira, eu ( Tomaz Canabrava, bacharelando em Ciência da Computação ) e Sandro Andrade ( Doutorando em Projetos de Software ) iremos fazer uma apresentação aberta na UFBA, no campus de ondina ( pavilhão de aulas da federação, que não sei porquê fica em ondina) estaremos apresentando uma palestra aberta sobre Qt e KDE. será no IM ( Instituto de matemática ) a partir das 3:30 da tarde, dia três. ( 03/abril )
Apareçam.
Sapateia Nordeste
Alguns sabem que irei me apresentar pela Casa de Sapateado Rachel Cavalcanti no sapateia nordeste que irá ocorrer próximo dia 5, as 20h no Teatro Módulo, eu apareço menos de 5 minutos, tá, na verdade 7minutos e meio. mas ainda assim, eu estou no teatro @_@
há.
virei artista.
Sobre a Imobilidade.
Eu ontem ganhei um hematoma.
presente de despedida de dois meninos de aparentemente 14 anos
que pularam em cima de um senhor de cabelos brancos,
Todos que estavam perto sairam pra que não sobrasse pra eles, inclusive pessoas que teriam capacidade de dar uns cascudos nos 2.
não sou herói de ninguem, mas pulei em cima do que segurava o velho enfiando a mão em seus bolsos tentando tirar algo dele.
em cima não, pulei em baixo.
não tem gente que resiste a um chute no saco.
o outro correu,
o velinho me agradeceu, eu paguei uma coca pra ele, e provavelmente nunca mais vamos nos ver na vida,
mas caceta, temos que aprender a agir mais e parar de pensar tanto na individualidade.
Quanto tempo leva-se para conhecer alguem?
A forma como eu me visto, saio, brinco e convivo é um pouco diferente para alguns, eu não tenho medo de fazer o que quero,como quero, e aonde quero, mas ainda assim sem perder o controle (já perdi, mas de cabeça, que eu consigo lembrar só uma vez) sendo que o que quero fazer normalmente também é o que outros querem fazer após alguma dose. Ora, o alcool não dá novas vontades, apenas ajuda a quebrar as barreiras auto-impostas. “Você é maluco, faz isso sem beber” é uma das frases que mais escuto, ou por chamar amigos pra me ajudar a limpar o quinta (com um “Hm… Acho que … Não.” de hod) ou ir pra a praia a noite sozinho pra ficar olhando a lua (ou por carregar nicole e coloca-la em cima do palco no meio de um show, but, anyway)
Pouco tempo depois de ter voltado do canada, na uma festa de aniversário, escutei de alguem que acabava de conhecer “Ah, você é tomaz, já sei tudo sobre você”. minha orelinha pulou pra cima nessa hora. “Sabe como? se nunca convivemos?” pensei. mas disse “É? legal =) “, e fui me juntar ao povo jogando na mesa. no fim do dia, decepcionado ele disse que eu era diferente de como tinham descrito.”e como tinham descrito?” – “Completamente doido, sem noção, alegrador de festas, e o melhor, não precisa beber pra isso.”, bem, ele acertou, sou exatamente isso. Mas quem conta o ponto, aumenta um pouquinho, um pouquinho que por si só não tem problema. mas vai juntando, juntando, juntando até explodir E explodiu alguns meses depois da festa. Pessoas do grupo de festas me tratando com indiferença (se tem algo que odeio, é isso) Botei uma amiga na parede
- “Estranha comigo porquê? ¬¬”
- “Você ê acha que só porquê já foi pra cama com várias mulheres pode tratar as outras mal.”
- “e… com quantas mulheres eu já fui pra cama?”
- “Não sei, várias.”
- “u_u não, eu só fui com duas. uma minha namorada e outra uma amiga, quando eu tinha 16 anos, tenho 23. faz a conta.”
- “O_O”
- “pois é.”
- “Pensei que fossem várias, pelas histórias que contam de você…”
Gotha. Histórias. tudo bem, todos caem em alguma uma vez na vida. não foi a primeira que criaram sobre mim, nem será a ultima. procurei as pessoas envolvidas e rodei o programa de controle de dano. isso tinha um pouco mais de ano que nos conheciamos. não conhecia bem pelo visto.será que um tempo a mais funciona? pelo visto não, expldodiu de novo:
- “Tomaz, você tem que deixar de ser tão invasivo.”
- “E quando eu fui invasivo?”
- “Quando você foi no prédio de alguem que não gosta de você e tocou todas as campanhias procurando pela dela?”
- “E… isso aconteceu quando?”
- “um tempo atrás.”
- “que tal… Nunca aconteceu?”
- “O_O”
- “pois é.”
- “Ah, mas todo mundo te acha invasivo.”
- “Me dá outro exemplo”
- “Quando você foi on orkut de uma amiga minha e respondeu uma duvida dela.”
não sei quanto a quem estiver lendo isso, mas eu gostaria que pessoas entrasssem no meu orkut para me tirar alguma duvida sobre uma questão que eu estudei mas não entendi, sem cobrar por isso, nem pedir pra ser amiguinho por ter feito isso. só tirar a duvida e sumir da frente com um ‘tenha um bom dia’, e caso a pessoa queira algo depois, venha procurar.
mas o “todo mundo te acha invasivo” me incomodou. e incomodou bastante, mesmo sabendo que o “todo mundo” se referiam a umas 4, 5 pessoas do grupo, então fui procurar outra pessoa do grupo e perguntar.
- “Me diz, você me acha invasivo?”
- “Eu acho o que todo mundo acha.”
- “e isso é … “
- “Que você é invasivo.”
- “Pode me dar um exemplo?”
- “Quer exemplo melhor do que a viagem pra floripa?”
usar um exemplo que você não esteve presencialmente não é uma boa.
- “… Na viagem de floripa eu tava morrendo de tédio por não poder fazer nada, nem conversar direito com as pessoas da casa, isso é o oposto de ser invasivo, isso é ser conformista com a situação delicada em que tinha caido sem querer, fui pensando encontrar gente legal, e encontrei uma chata completa.”
- ” Então na fezta que você ficou perseguindo uma menina que você sabe que não gosta de você.”
usar DE NOVO um exemplo que você não esteve presencialmente não é uma boa.
- “Fazer uma piada de manhã dizendo que quero compra-la com 100 camelos, e uma a noite com 10 camelos é perseguir?”
- “Ai véi, deve ser você então. hohoh”
- “Sendo sincera, você já me viu , de ver com seus olhos mesmo, eu fazer algo que você disse que fiz?”
- “Não, mas…”
paro o dialogo por aqui, “Não”. não viu. ouviu histórias. acreditou nelas por eu ter fama de faz o que dá na telha. em pouco mais de 2 anos de convivencia com esse grupo, e não me conhecerem ou saberem quais são os meus limites ao ponto de achar que eu faria algo que certamente não faria me mostra que não eram amigos. Eram conhecidos de festa. (e realmente, pensando um pouco agora, a maioria das vezes que os vi, foi em festa). Existem pessoas que eu gosto dentro de vários grupos de festa, mas todos dão problemas como esse vez ou outra. As pessoas que gosto mesmo e quem faz questão de minha amizade não iria cair nisso, ou pelo menos, viria a mim conversar sobre, antes de ficarem comentando, aumentando, modificando, distorcendo o que eu faço entre si.
Sim, estou de mal humor.
Eu fui num show da Pitty.
Mas… Mas… Como assim Bial?
Pois é, eu fui num show da Pitty.
E quer saber, eu até gostei.
Estava em casa jogando meu tempo fora, quando Yuri me avisa pelo msn
`Quer ir pra o show da Pitty?
e ai, olhei pra um lado,
olhei pra o outro.
`quero.`, me certificando que não tinha ninguém no quarto pra rir de mim.
`Que horas será?` indaguei, com preguiça de ir ao google.
`as 4h. esteja pronto as 2:45, que passo próximo a sua casa e pego-te`
pô, 4h? isso é horário de show de criança.
enfim… *toma banho, se arruma, briga com mãe que não vai botar perfume coisa nenhuma. briga com mãe que borrifou perfume enquanto estava distraido*
telefone toca. Yuri.
`artur tinha me falado o horário do show errado, será as 17h`
como assim errado? não é normal ficar errando o horário de show assim. enfim, voltei ao meu tédio inicial, esperando dar 4:15 pra ser pego próximo a minha casa.
fui andando, pegaram-me.
fomos via paralela porquê é mais rápido u_u
chegando lá, descubro que um amigo faz parte do fã-clube oficial de pitty. *uma sobrancelha levantada*
`como assim Futebol Clube Pitty SSA?`
`Fã Clube Pitty SSA`
`Ah.` – olhar de tédio.
entrei na concha.
eram mais ou menos 5:30, e nada de começar, mostrei o celular pra yuri com um pouco de raiva.
`Foi o artur que disse`, se defendendo.
Mostro o celular pra artur com um pouco de raiva.
`Ah, o show começa as 6:30, só falei as 5 pra yuri pra chegarmos cedo.`
OMFG! RTFM! GNU/HURD! EMACS! GNOME! e outros palavrões de baixo calão pensados, mas nunca ditos.
só um `Você é um safadinho ¬¬`
Ah, esqueci de falar da agua.
mas depois falo dela.
fiquei então aproveitando o tédio e escutando pink floyd em reggae que estava tocando nas caixas de som super potentes da concha.
quando deu quase 7h, entra Dr. Cascadura, que não é mais Dr, teve o diploma caçado, e virou só Cascadura. aparentemente vão lançar um clipe ai dia 7 ou algo assim, mas não lembro aonde, usei o papel que eles tinham dado pra fazer uma bolinha amassada. ahá.
mas foi legal o show deles.
e pitty estava assistindo – os sentada em cima da caixa de som.
super true metal.
acabando o show deles, meia hora trocando equipamento, testando, pessoas chegando, pessoas saindo.
pitty entra. metade do show ao delirio. a outra metade pareciam ser os namorados ou pais das que estavam indo ao delirio.
o primeiro pensamento que me veio foi …. Belas Cerejas.
enfim, ela cantou, chamoou amigos, cantou com amigos, botou um monte de menininhas com vergonha na frente do palco, e … foi legal. curti as musicas, ela canta chico buarque, qualquer pessoa que canta chico buarque merece respeito.
os outros que foram comigo disseram que ela sempre faz os mesmos gestos, movimentos nas mesmas partes da musica, mas, como tinha sido meu primeiro show da pitty, Eu gostei. e cabou.
Brega-Metal
Achado no psychopenguin.org
Caceta, que saco, já coloquei esse post 8x no lugar e toda hora o wordpress come um pedaço dele!
AEHR?NNNNN
*bota as mãos pra cima e roda com violência.*
ultima tentativa…, desisto, o filme do youtube não quer ir.
aehrn.
Psicodália I
Psicodalia, dia 1
Acordei cedo, na verdade não dormi, os dias anteriores foram ruins, estava esperandoo que o festival melhorasse de forma exponencial minha viagem. as 4h da manhã comecei a arrumar minhas tralhas, duas calças, tres camisas. pra quê mais em um festival hippie? me juntei as meninas, um `bom dia` sem significado real de ambos os lados. lindo, 3 semanas de convivencia, e já não sinto um pingo de vontade de amizade do lado de helena, tanto faz agora. fomos carregando as malas até um ponto de onibus proximo. tomaz levando apenas uns 2kg de bagagens, as meninas levando pelo menos uns 10kg cada. não sabia dizer se era por praticidade, ou por desleixo que tinha tão pouca coisa sendo levada. oh yeah, desleixo com certeza, não me importava com metade das coisas que elas conversavam no onibus, como uma roupa diferente para cada dia de festival, uma roupa para dormir diferente. não não, havia levado uma roupa para dormir e uma roupa para ficar andando de um lado ao outro. saimos do onibus para esperar o onibus de verdade, que nos levaria ao psicodália. elas encontraram alguns amigos que eu não ia muito com a cara (não consigo ir com a cara de quem tenta se aproximar de mim me oferecendo papelotes de LSD.) fiquei meio longe deles, meia hora depois chegou o onibus. entrei. meu nome estava escrito errado, mas ainda assim eu era eu. e canabrava no fim do nome não deixava mentir isso. clima já na rodoviaria parecia meio psicodélico. já dava pra sentir cheiro de maconha vindo de alguns cantos do povo esperando o onibus. o coletivo lotou. assim, não apenas lotou. lotou, l-o-t-o-u. LOTOU. vieram quase 5 pessoas em pé no onibus porquê não dava espaço. um deles claramente viajando nos dois sentidos. e cantando alguma coisa que se parecia com “TUM TRAC TRACO TRACUM TUM TUM TRARAC CUTRACO. ME PASSA O GARFO. ME PASSA A COLHER. ME PASSA O CANUDO. E EU NAO SEI O QUE É. SUA VELHA BIZONHA!” e repetia. durante toda a viagem. não sei como não tinha ficado rouco. Conheci duas pessoas na viagem de ida, Arthur, um carinha simpatico, baixo, de pele branca e barba por fazer. que fumava feito chaminé quando o onibus estava parado. e Carolina, Uma menina simpatica, baixa, de pele branca, e que fumava feito chaminé quando o onibus estava parado. logo percebi que eram namorados. fiquei prosiando com eles até o onibus quebrar, no meio do nada. Superaquecimento. yey. primeira coisa legal da viagem. o onibus conseguiu continuar depois, mas sem ar condicionado. oras, e quem é que precisa de ar condicionado em um frio de 38 graus, né? (eu ainda acho `né` a palavra mais util da lingua portuguesa.) após isso, o motodista do onibus se perdeu. (uh? Como assim bial?) é, se perdeu. e a viagem foi duas horas mais longa do que o previsto. logo tinhamos outro problema. os ingressos para entrada do psicodália estava com o organizador da excursão, que havia vindo em um outro onibus, que aparentemente não tinha se perdido. meia hora depois conseguimos sair e entrar no festival. e recebemos um panfleto que continha as regras, cujas quais repassarei aqui as mais interessantes.
1 – Fica estritamente PROIBIDO o uso, venda ou negociação de qualquer substancia ilicita no evento, o infrator terá sua pena pelo previsto em lei.
2 – Os Acampamentos são local de descanço e relaxamento, escolha um que mais adeque a sua pira.
3 – Os carros são proibidos de circular durante o evento, e seu estacionamento só pode ser feito no estacionamento. e não nos acampamentos.
4 – Fogueiras são permitidas, mas não esqueçam de apagar para que não ocorram incêncios.
(nota, o cara que me deu as regras estava queimando um)
já comento sobre elas de novo mais adiante.
Pegamos nossa bagagem, subimos para os acampamentos. Mutantes? Secos e Molhados? Casa das Maquinas? qual escolher? Mutantes era proximo ao palco, mas inclinado. Secos e molhaods era longe do palco, reto, mas era necessário passar por cima de uma ponte de bambu. Casa das maquinas era do lado de um rio e estava paracendo que iria chover. escolhemos secos e molhados, apesar da pontezinha perigosa. (Nota.: tomaz carregando as malas pesadas e as meninas + carinha1 carregando malas leves). Armamos as barracas. fomos passear. tomamos chuva. resolveram que não queriam as barracas ali e sim no mutantes. aerhn, lá vai desmonar barracas, arrumar as coisas, remontar barraacs, montar uma barraca extra pra jogar as coisas dentro e descer. desci. o resto ficou. achei um grupinho com violão cantando raulzito prontamente juntei-me, sendo o unico baiano no grupo , e unico que conseguia fazer um sotaque real sem ser forçado, assumi o canto de algumas musicas. mas como não canto bem, me expulsaram e começaram a cantar alguma outra coisa, como mutantes, secos, beatles e algumas musicas do woodstock antigo. fiquei assoprando as mãos fazendo apito de indio e rebolando. o ar estava começando a ficar intragavel com o nivel de ervinha-do-demo queimada (quando não se está acostumado com isso, dor de cabeça ativa de forma rapida). sai pra fazer alguma coisa em lugar aberto. achei um doido que vendia poemas, e comcei a ajudar ele a vender, declamando os poemas dele. fizemos $20 em algum tempo, ele agradeceu a ajuda e fui passear. nisso escuto uma voz vindo do palco grande. era Plá. (Nota: Plá é um artista de rua de curitiba, que mora na rua, apresenta-se na rua, mas é respeitado e querido pela população de nativos locais. ) cantando um de seus maiorees sucessos “O Barato sai Caro” onde denunciava o uso de substancias não fofas. e um monte de gente do lado dele, queimando unzinho e também cantando em coro. cenas legais de se ver. =D
depois disso, já era um pouco tarde. eu tava destruido e fui tentar dormir. enfiamos-nos nas barracas. resultado da noite: Helena: dormiu. Natasha: dormiu. Tomaz: ficou acordado o tempo inteiro escutando pessaos gritarem “CADE O WAGNER?” – ” TÁ AQUI” – ” MANDA ELE DESCER!” – ” NÃO VOU PORRA, AQUI TA MELHOR” em uma especie de comunicação primitiva entre acampamentos.Quando o sol nasceu, mais gritos de “ACORDEM! COMECOU O PRIMEIRO DIA REAL DO PSICODALIA” – “WAAAHHHH” – “WAGNEEEER” e gritos de torcida organizada. safadinhos. heh.
depois coloco dia 2. ainda tem algumas surpresas boas e ruins.
Inférnorianopolis II
Acordei, o dia não prometia muito. Havia acertado com as meninas de sair pela noite, já que todas as outras vezes eu havia conseguido usar uma desculpa qualquer para fugir da vida noturna floripana.
O dia foi normal, nada de muito interessante aconteceu. fiquei em casa, choveu, li, ri, fiquei parando olhando a parede, liguei pra o pato, recusei sair com o pato e fiquei trocando mensagens instantâneas via celular com a géssica (que por algum desvio do universo se parece com meus amigos baianos.)
A noite se aproximava, passava Ugly Betty na sony, 9 da noite, no que no resto do mundo não civilizado, eram 8. (horário de verão me parece sempre tão… errado?) duas das meninas chegam, vão fazer compras, digo que quando terminarem, que interfonassem e eu desceria com elas.
terminaram.
interfonaram.
desci.
apartamento da ruivinha.
aconchegante, colchões por todos os lados da casa, conversando sobre metafisica com alguem que não sabe mais quando está ou não está em em alpha.
mas um alpha induzido, feio e tristinho.
22:00 .: primeira briga. entre menina 1 e menina2, algo como `não vou andar daqui até lá depois de ter andado de lá até aqui para encontrar vocês.`
fomos sem ela, menina 1 tenta reconciliar, mas é inutil. menina 2 está ferida, alguma coisa a machuca, e só ela pode se livrar disso.
22:20 .: alguem liga pra uma das meninas. me faz começar a me sentir meio mal andando com elas. “Ele me ofereceu uma bala, hahah.” diz uma delas. olhei de rabo de olho.
22:40 .: chegamos no lugar, um bar de sinucas, 10 mesas, 40 jogadores, 8 cigarros por pessoa. chega um moço simpático.
22:50 .: venço menina 1 na sinuca, venço menina 3 na sinuca.
22:55 .;: Moço simpático começa a me deixar desconfiado. “Você puxa um?” – “não.” – “É que eu tenho uma bala extra aqui caso queira.”. informei que talvez outra pessoa, e não eu, quisesse.
23:00 .: Chega mais uma pessoa, essa não tem carinha simpática, parece estar já em viagem de drogas. ele quer uma balinha extra. Uma das meninas também quer uma balinha extra.
Numero de pessoas na minha mesa.: 6.
Numero de pessooas que Tomou LSD na minha mesa.: 3
Numero de pessooas que Usou Maconha na minha mesa.: 3
Numero de pessoas que tomou alcool na minha mesa .: 5
Numero de pessoas que não estava se sentindo bem perto disso.: 1.
Comentário escutado enquanto fingia estar me divertindo com os 2 drogados: “Na psicodália…. Na psicodália vou levar 6 papeizinhos, 2 por dia.” – “Na real, elas vão ter que tomar no psicodália, quem for precisa tomar.” – “Claro que vão, você acha que vão pra lá porquê querem ficar sem viajar?”.
e eu ficava cada vez com menos vontade de ir.
3 da manhã, “Vamos pra minha casa, tem um beck lá pra queimar.” disse o que tinha levado os paelotes de LSD – “Vão com fé, eu vou pra casa dormir.” retruquei.
Doce ilusão. estava chovendo, frio, e só tinha uma chave da casa, que estava com Menina1.
e Menina1 queria ir pra lá, ela estava ficando com aquele que traz a luz.
a contragosto, fui.
Resumo pequeno da casa dele.:
Um casal no quarto.
Um casal na cozinha.
Uma menina dormindo no sofá
Um tomaz brincando com cera de vela de sete dias, desejando não ter saido de casa.
virei a noite acordado, são 6 da tarde, ainda acordado.
ainda desejando não ter saido de casa.
Infénorianopolis.
Primeiro quero dizer que esse será um thread longo, mas não consigo mais ficar aqui sem falar algumas coisas…
Eu nåo sei mais o que fazer. Fui um tomaz quieto, falando só o necessário , sem fazer brincadeiras pra que não a assustasse com meu jeito normal de ser, rersultado.: eu sentia que ela não estava gostando de minha presença. me modifiquei um pouco, acrescentei um sotaque baiano forçado para fazer graça, algumas sacadas geniais que conseguia puxar pra piada, quando estavamos em 4 (eu, helena, fernanda e natasha) a coisa melhorava para ela, mas pra mim piorava já que eu estava me sentindo mais a vontade com natasha que só me conhecia a 2 dias,
Eu vim aqui para ve-la, e percebia um olhar de reprovação em tudo que dizia // fazia.
Me sentindo meio mal com isso, tentei conversar, fui na lata,”E ai preta, me diz” – “O quê” – “O que você esperava que fosse tomaz, e quais as diferenças dele para o tomaz que apareceu aqui.” – ” não sei” . droga, infrutifero.
até um dia que ela me puxou pra conversar, não lembro as palavras exatas que ela usou, mas a conversa foi mais ou menos assim “Olha tuma, eu acho que você vai precisar sair um pouco sozinho.” – ” como assim? ” – ” eu não estou acostumada a ficar o tempo todo grudada em alguem, e sou muito parada, se você não procurar algo pra fazer, vai morrer de tédio. ” – ” Mas você não disse `que bom que vem, vamos passear e fazer altas coisas legais em floripa. ” – *olhos dela olham pra o nada, como se procurassem algo pra falar* ” Eu sei… mas eu não sou assim, e não posso ficar o tempo todo com você.” – ” fique tranquila, que se eu estiver morrendo de tédio, eu saio sozinho caso você não queira sair , não vou ficar me prendendo em casa por você ou outra coisa.” – ” você não fica chateado por isso?” – ” que nada.” . um `que nada` bem mentiroso de minha parte, claro. Obvio que fico chateado, vim passar um tempo com ela, e recebo literalmente um `se vire sozinho sem ter nenhum amigo aqui que eu não quero ficar saindo contigo.`.
Eu sei me divertir sozinho, então não seria tão dificil assim. Ela e a irmã sairam pra fazer algo no centro da cidade, e eu fiquei por aqui pela casa, sai pra arear a cabeça, dando uma volta pelo bairro que durou 4h andando. conheci lugares, coisas e pessoas, quando voltei, as 7 da noite, a lena tinha acabado de chegar, eu estava mais feliz já que tinha visto bastante coisa nova, e estava hiperativo (açucar proveniente de balas 7 bello), fui contar pra ela oque tinha visto e feito “Ai menino, você fala muito rapido hiperativo, cala um pouco”. olhei pra ela com um olhar de “uh…?” e me calei, mas estava realmente hiperativo. minha perna começou a balançar, seguindo o ritimo da musica. “Ai, para com isso que tá me irritando.”, mesmo olhar de “uh…?”, segurei a perna, fiquei batucando com a mão nas pernas, dessa vez ela não falou nada, só olhou com um olhar de `ai… que saco.`, eu sai do quarto dela, e vim pra a sala ficar olhando a parede branca. (que é a coisa que mais tenho feito nessa viagem.) , não sei o que deu nela depois, que ela tentou ser gentil, procurou alguns filmes de arte pra ver e me convidou. aceitei, a coisa que menos quero é ficar chateado com alguem que viajei mais de 1000km para ver.
fomos hoje no cinema ver hairspray, um musical sobre fim dos anos 50, chamei mais algumas pessoas que eu não conhecia para ver o filme também, não queria contar só com a helena, já que estava levando algumas patadas por nada, chamei o michell e o pato. o michell é amigo de uma amiga minha na bahia, designer, e o pato é amigo de uma amiga minha na bahia, gay. ser gay não é a profissão dele, e ele até hoje não ficou com um homem, mas se ele diz que é, eu acredito. enfim, fomos lá andando, uma distancia de 45 minutos de caminhada, helena comentando (mas não reclamando) o quão hiperativo eu estava ( andando cantarolando alto algumas musicas, e gesticulando , como se estivesse vivendo o que a musica diz), eu comentei com ela que aquilo não era eu hiperativo, e sim só um tomaz feliz, achamos o michell, pato já tinha comprado o ingresso e estava dentro da sala.
terminou o filme, chamei o pato e michell para irem até a lagoa (um lugar daqui onde o povo se reune pra fazer alguma coisa diferente) pois teria show de maracatú lá. não quiseram ir, insisti, não quiseram, deixei de lado, não vale a pena muito ficar insistindo =p ,
estavamos voltando pra casa pra nos trocar e ir pra a lagoa quando eu comecei a ficar realmente chateado com helena.
” ah, vamos cantar um pouco lena ” – “não.” – “…”
*começa a cantarolar sozinho*
em uma parte da musica onde tinha `já que o mundo tá girando, eu também quero girar` eu peguei o braço de lena , e dei um girinho com ela pela calçada,
“Para com isso que eu não gosto, que saco.”, “… sem musica?”, “é.”, “sem dança?”, “é”, “velinha… você está sem graça.”, “estou.”
Meu passo ficou mais lento, meu olhar focou o chão, estava realmente me sentindo castrado. nada que eu fazia agradava, só deixava o estado dela pior.
andei do lado dela por uns 10 minutos completamente calado, sem dar um sorriso,
ela pediu desculpas, disse que não sabia porquê estava agindo dessa forma, mas que eu tinha que entender que ela não era acostumada a pular e cantar no meio da rua. “helena, se fosse só por isso, você só teria feito isso comigo hoje, que foi o unico dia que eu me comportei assim, mas isso tá acontecendo tem algum tempo já”, “você tá chateado comigo por ontem ainda? ” , “por você ter me dito pra procurar o que fazer sozinho que você não seria uma companheira aqui? claro que sim. mas tento fazer com que isso não influencie em nada, já que vim aqui para te visitar, e não pra ficar brigando” , “mas… é que tem algumas coisas que você faz que me irritam muito” , ” por favor, me diga quais são, porquê se eu não sei quais são, não tenho como tentar mudar.” , “não quero que você mude por mim ” , ” eu não vou estar mudando pra você, vou só reprimir algumas coisas que eu faço naturalmente por 3 semanas, eu tenho 24 anos, 3 semanas não são nada, e isso vai fazer com que você pare de me tratar assim” , “…”, “helena, por favor, eu gosto muito de você, e o que eu tou vendo acontecer é a mesma coisa que aconteceu com maraline 5 anos atrás, eu passei em porto união 2 ou 3 semanas, não lembro, e no 4 dia maraline não falava mais comigo e atravessava a rua pra me evitar só porquê eu era diferente do que ela estava acostumado como amigo.” , “mas,…” , “olha, eu preciso que você tente entender o que é está te irritando tanto em mim, eu não quero passar mais 3 semanas na sua casa sabendo que você não está confortavel comigo lá.”, “é…”, “e… velha, eu tou sendo prestativo, cozinho, limpo, consertei sua torneira, me molhei todo, nunca levantei a voz, sempre gentil, o que eu fiz pra que você ficasse com essa antipatia por tudo que eu faço? não é por eu me comportar de forma hiperativa, que isso só aconteceu uns 5 minutos ontem, e levei patada, nem por ficar que nem um acriança de 3 anos na frente de brinquedo novo como foi hoje no filme, e também levei patada. Todos os dias eu vejo que você gosta menos de mim” , “é, eu sei que tenho agido estranha, não ia gostar de ir pra bahia e ser tratada como estou te tratando”. “tenta ver o que está havendo, pois não quero perder sua amizade, e nem ficar com o clima como está. eu continuo te tratando da mesma forma que te tratei no primeiro dia que cheguei, “muda de assunto) … tá pertinho da casa. vamos nos arrumar pra ir ao maracatú.” , “eu não vou, preciso ir pra casa pra esfriar a cabeça.” , aqui chegaram 4 amigos dela , desarrumaram uma trouchinha de maconha, fumaram os 4 (eu, helena e natasha ficamos só conversando e olhando eles fumarem) e reparei que ela se sentia bem entre eles, eu estava deitado no colo de natasha, recebendo cafuné, e só olhando e conversando sobre cantores antigos de rock. mas ela estava feliz. e tinha tempo que não a via feliz.
deu uma hora da manha e foram pra a lagoa ouvir o matacatú , eu fiquei em casa.
até agora a viagem está *bem* ruim.
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